Incenso Fosse Música 

isso de querer 
ser exatamente aquilo 
que a gente é 
ainda vai 
nos levar além 

          (Paulo Leminski)



 Escrito por Flack às 10h56
[] [envie esta mensagem]



Manuel Bandeira por Cândido Portinari  



 Escrito por Flack às 10h48
[] [envie esta mensagem]



Trem de Ferro

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
(café com pão é muito bom)

Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

                  (Manuel Bandeira)



 Escrito por Flack às 10h45
[] [envie esta mensagem]



Elogio do Alexandrino

Asclepiádeo verso: à evolução do poema
Das sestas, cadenciar d'altas antigüidades,
já porque bipartido em fúlgidas metades
Reata em conjunção opostos de um dilema,
E já por ser de gala a forma do matiz
Heleno na escultura e lácio na linguagem
Reacesda, de Alexandre, em fogos de Paris:
Paris o tom da moda, o bom gosto, a roupagem;
Que desperta aos tocsins, galo às estrelas d'alva,
Que faz revoluções de Filadélfia às salvas
E o verso-luz, fardeur das formas, de grandeza,
o verso-formosura, adornos, lauta mesa
Ond' tokay, champanh', flor, copos cristal-diamantes
Sobrelevam roast-beef e os queijos e o pudding.
Porém, mens divinior, poesia é o férreo guante:
Ao das delícias tempo, o fácil verso ovante,
o verso cor de rosa, o de oiro, o de carmim,
Dos raios que o astro veste em dia azul-celeste;
E para os que têm fome e sede de justiça,
O verso condor, chama, alárum, de carniça,
D'harpas d'Ésquilus, de Hugo, a dor, a tempestade:
Que, embora contra um deus "Figaro" impiedade
Vesgo olhinho a piscar diga tambour-major,
Restruge alto acordando os cândidos espíritos
Às glórias do oceano e percutindo os gritos
Réus. Ao belo trovoar do magno Trovador
Ouve-se afinação no mundo brasileiro,
Acorde tão formoso, hodierno, hospitaleiro,
Flamívomo social, encantador. Fulgura
Luz de dia primeiro, a nota formosura,
Que ao jeová-grande-abrir faz novo Éden luzir.

                                           (Sousândrade)



 Escrito por Flack às 10h39
[] [envie esta mensagem]


Meu perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem




Histórico
15/11/2009 a 21/11/2009
25/10/2009 a 31/10/2009
18/10/2009 a 24/10/2009
18/04/2004 a 24/04/2004
28/03/2004 a 03/04/2004
21/03/2004 a 27/03/2004
07/03/2004 a 13/03/2004
29/02/2004 a 06/03/2004
15/02/2004 a 21/02/2004
08/02/2004 a 14/02/2004
01/02/2004 a 07/02/2004

Outros sites
Mundo Estranho
Jornal de Poesia
Alberto Pucheu
Sobre Sites
Marcio André
Revista .doc
Confraria do Vento